Resenha de "Eu Nunca..." - The Lying Game #2

O Jogo da Mentira é bom (o livro, não o jogo, please), mas não se compara de forma alguma com a sua continuação, que eleva a narrativa, como uma montanha russa, ao auge do emaranhado de mistérios, segredos e pistas falsas, além de ser pura adrenalina.
"Eu tentava ver para onde iam, mas estava experimentando um dos estranhos efeitos colaterais de minha vida morta com Emma - sempre que seus olhos estavam fechados ou cobertos, os meus também ficavam. Aquilo me fazia pensar em quem ou no que estava por trás de tudo isso - não estou falando de meu assassino, mas de mim, ali, seguindo Emma do além. Pode acreditar, eu não tinha sido o tipo de garota que buscava o significado das coisas quando estava viva, não lia filosofia nem rezava para Buda ou seja o que for. Mas essa oportunidade com Emma, por mais assustadora que fosse, fazia com que me sentisse meio... abençoada. E também indigna. Eu claramente havia sido uma idiota em vida; por que estava recebendo essa dádiva especial? Ou será que isso acontecia com todo mundo depois da morte, ou pelo menos com aqueles que tinham assuntos inacabados?"
Desde que Emma Paxton descobriu que tinha uma irmã gêmea perdida, sua vida mudou por completo. Agora, ela não vive mais sua própria vida, mas sim, a de sua irmã Sutton. Infelizmente, ao que tudo indica, Sutton está morta e seu assassino está sempre à espreita observando e ameaçando Emma para que ela continue fingindo ser a irmã.

A cada dia que passa, Emma descobre novas pistas do que pode ter acontecido com Sutton, ao mesmo tempo em que se depara com segredos terríveis. Todo cuidado é pouco, afinal, como se não bastasse desempenhar, na medida do possível, seu papel de líder patricinha e bad girl, ela também terá de escapar da morte frequentemente. 

Conforme sua investigação com Ethan sobre o desaparecimento de Sutton se desenvolve, ela irá perceber que sua irmã conquistou inúmeras inimizades pela cidade, por conta dos trotes do famoso jogo da mentira. Em um lugar onde todos parecem suspeitos e prováveis assassinos, em quem confiar? Qualquer um parece ter motivos o suficiente para se vingar e querer que Sutton morresse. Nada é sólido, novas informações surgem a todo instante, mas prova alguma parece ser consistente... A jornada de Emma em busca da verdade está só começando.

A história é narrada por Sutton, a fantasminha, que basicamente conta tudo o que Emma faz ou pensa, mas, por ser uma narradora do tipo intrusa, ela inclui seus próprios pensamentos, comentários ou lembranças no decorrer da narrativa. Como a narradora não se lembra de tudo o que aconteceu com ela quando ainda estava viva, apenas meros vislumbres, o leitor vai descobrindo aos poucos o que de fato aconteceu.

Com uma trama muito mais dinâmica e desenvolta, a leitura se tornou ainda mais fluída e prazerosa. A cada pista, seja ela falsa ou verdadeira, você é levado a adentrar em uma situação que parece que irá se solucionar, mas que, a qualquer momento, se desfaz em suas mãos. Realmente, nada é o que parece, mas, às vezes é... Contraditório? Sim. Entretanto, é essa incerteza que move a história. Enganando e instigando do começo ao fim.

Os personagens foram mais desenvolvidos e descritos nesse segundo livro, tornaram-se incrivelmente complexos e misteriosos. Shepard mostrou lados distintos e desconhecidos da personalidade ou da vida de cada personagem, o que foi bem bacana, já que assim, conseguimos compreender ou conhecer um pouco mais sobre eles (mas, lembrem-se, fiquem sempre em dúvida).

Para minha alegria, um princípio de romance finalmente surgiu, o que proporcionou momentos fofos (e igualmente raros) entre o casal e quebrou, mesmo que por poucos segundos, a tensão da narrativa. O final foi uma tortura! Extremamente agonizante e me deixou muito curiosa, não vejo a hora de ler o próximo e descobrir junto com Emma outras pistas.

Encontrei pouquíssimos erros de revisão e a diagramação é normal, mas sempre que Sutton narra alguma lembrança, o texto fica itálico e com fonte diferente. Também gostei bastante que as capas originais foram mantidas, com cores vibrantes e envernizadas. Querem ganhar um exemplar de Eu Nunca...? Basta participarem da promoção (cliquem aqui).
  • Escrito por Sara Shepard.
  • Editora Rocco Jovens Leitores.
  • Tradução: Joana Faro.
  • 286 páginas.
  • Eu Nunca... é o segundo livro da série The Lying Game. Leia a resenha do primeiro livro: O Jogo da Mentira (link).
  • O canal Boomerang exibe a série baseada nos livros.
  • Disponível em todas as livrarias.
  • Recomendo. =)
*Exemplar para resenha.

5 comentários:

  1. Eu até fiquei curiosa para começar a ler essa série, mas como eu não sei quantos livros terão, me dá até um receio, sabe? Estou fugindo de séries longas demais.
    Mas é uma indicação boa. Quem sabe mais pra frente?

    Um beijo,
    Luara - Estante Vertical

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    1. Oi Lu, eu também fico com receio de ler séries longas - tenho medo da história se estragar no meio do percurso, rs.
      Mas essa, até agora, está valendo a pena ler. Recomendo! ;)

      Beijocas.

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  2. Estou simplesmente curiosa a respeito desta nova série. Me parece ser eletrizante e emocionante. Vou experimentar ler. Beijos.

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  3. Oie
    Estou bem curiosa em ler essa série, já que meio desisti do seriado, por ter se tornado tão repetitivo.
    bjos
    www.mybooklit.com

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  4. Ainda não li O Jogo da Mentira, mas estou muito curiosa! O enredo parece ótimo, fico com vontade de acompanhar a personagem na busca do culpado da morte da irmã. Adorei a resenha, gostei de saber que o seguindo livro continua prendendo o leitor, deve ser uma série fascinante!

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